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Você sabe como o mogno africano chegou ao Brasil?

Você sabe como o mogno africano chegou ao Brasil?

Esta história começou há cerca de 36 anos, quando um pesquisador da Embrapa, o senhor Ítalo Cláudio Falesi, trouxe a espécie ao Brasil e plantou as primeiras 5 mudas em nossas terras.

Alguns anos mais tarde, Hiroshi Okajima, proprietário rural, iniciou o primeiro plantio comercial por aqui e despertou o interesse de outros produtores.

A pesquisa e desenvolvimento do mogno africano tiveram constante estímulo de Norton Amador Costa, ex-pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental. Norton também é produtor de mogno africano há 14 anos.

Juntos fizeram história com Mogno Africano no Brasil. Eles possibilitaram que uma madeira tão nobre pudesse se desenvolver aqui beneficiando tanto produtores quanto o mercado mundial de madeira.

Durante o II Workshop Brasileiro de Mogno Africano eles foram homenageados pela Mudas Nobres e apresentados aos participantes.

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Plantio de mogno africano rende até 47 vezes mais do que o eucalipto

Plantio de mogno africano rende até 47 vezes mais do que o eucalipto

Já se perguntou por que o eucalipto cresce tão rápido e ainda sim se fala tanto em plantio de mogno africano? A Mudas Nobres avaliou os custos de plantio e valor de venda das duas madeiras e apresenta para você os resultados.

O eucalipto e o mogno africano tem usos diferentes no mercado nacional e internacional. O eucalipto é utilizado para produzir pasta de celulose, carvão vegetal, compensados e madeira serrada. Já o mogno africano é utilizado em movelaria fina, portas, portais, decoração de interiores, construção naval, lambris.

O eucalipto é uma madeira que dá rápido resultado no plantio, com apenas 6 anos, 1 hectare rende aproximadamente 350 m³ de madeira. Já o mogno africano é melhor vendido com 15 anos de idade e 1 hectare rende aproximadamente 300 m³ de madeira serrada.

O valor do metro cúbico do mogno africano, segundo cotação de março de 2013, é de 2.500 reais aos 15 anos de idade. Já o Eucalipto tem seu metro cúbico estere vendido a 77,50 reais.

O mogno africano requer mais cuidado ao longo do plantio e ainda sim rende mais. O custo por hectare de mogno africano é de 131.816,73 reais em estimativa feita pela Mudas Nobres, incluindo impostos e processamento industrial. O eucalipto tem custo de 22.559,84 reais por hectare.

Na ponta do lápis, o rendimento líquido de 1 hectare de mogno africano é de cerca de R$ 35.000,00 /ha / ano e o do eucalipto é de R$ 760,00 /ha / ano.

Em escala, o rendimento líquido final do mogno africano é 47 vezes maior que o do eucalipto. O preço de venda por metro cúbico do mogno africano também é maior, cerca de 32 vezes mais que o eucalipto.

Apesar do maior investimento temporal e financeiro, o plantio do mogno africano se mostra mais lucrativo para quem tem o tempo a seu favor.

Entre em contato conosco para buscarmos a melhor solução em plantio de floresta para você: (62) 3208 6915.

 

Desenvolvimento do Mogno Africano no Brasil: inventário florestal

Desenvolvimento do Mogno Africano no Brasil: inventário florestal

O Mogno Africano, ou Khaya Ivorensis A. Chev., é uma espécie de origem africana. Ela apresenta sua forma nativa na Costa do Marfim, Camarões, ANgola e Gana, onde é comercializado desde o século passado.

Em sua área de ocorrência natural e também na Ásia Tropical, América do Sul e Austrália, esta espécie tem se adaptado muito bem e apresentado desenvolvimento até mesmo superior a sua região de origem.

O Mogno africano tem coloração vermelho a marrom pálido com peso médio de 46 a 570 km/m3. Ela é valorizada com o metro cúbido em toras com preço aproximado de $ 1.000 (mil dólares).

Estudos concluíram que o mogno africano pode ser considerado uma espécie de crescimento médio, exigente de luz e com propriedades de desrama natural pois os galhos mortos se desprendem do fuste sozinhos.

Mercado de Mogno Africano

Analisando os valores monetários de importação e exportação das toras e da madeira laminada (metro cúbico) de países como a França e Portugal nos anos de 2008, 2009 e 2010, percebemos uma grande quantidade de importação e pouca exportação. Estes países utilizam o mogno africano e ainda necessitam importar para atender seu mercado interno. Observamos, portanto, que é uma madeira extremamente valorizada. Seu cultivo em países como o nosso, onde ela apresenta um crescimento superior à região nativa, pode nos tornar um país potencialmente exportador desta madeira.

Comparando os valores de DAP, altura total, altura do fuste e volume, encontrados no Brasil a valores da espécie em países nativos como a Malásia percebemos que aos 4,4 anos já estamos muito superiores a uma espécie em sua região de origem. O Brasil, que já se destaca nacionalmente na produção do mogno africano, vai se destacar muito mais internacionalmente por apresentar um desenvolvimento da espécie muito superior à região de origem.

Inventário Florestal

Inventário florestal é o planejamento do uso dos recursos florestais e caracterização de uma determinada área em termos quantitativos.

No caso das florestas com fins madeireiros por exemplo, o inventário florestal visa principalmente a determinação ou a estimativa de variáveis como peso, área basal, volume, qualidade do fuste, estado fitossanitário, classe de copa e potencial de crescimento da espécie florestal.

É possível ainda colher de um inventário inúmeras outras informações e isto depende do objetivo destas informações. Pra isso alguns equipamentos básicos ou mais técnológicos são necessários, como a fita métrica, clinometros ou ipsometros (medidores de altura).

O inventário é extremamente importante para os investidores no cultivo de mogno africano para reconhecerem o potencial de sua terra para o desenvolvimento de florestas.

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Dados apresentados em palestra durante o II Workshop Brasileiro de Mogno Africano pela Professora Doutora Sybelle Barreira.
Graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras
Mestrado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras
Doutorado em Recursos Florestais pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP)
Atualmente Professora da Universidade Federal de Goiás
Com experiência na área de recursos florestais e engenharia florestal atuando principalmente nos seguintes temas: manejo florestal de florestas nativas e plantios comerciais, restauração de áreas e florestas de proteção