Mogno Africano: Condução e Desrama

Durante o cultivo de Mogno Africano, é importante que os investidores fiquem atentos à necessidade de fazer a condução e a desrama das florestas. Apesar de a espécie khaya senegalensis utilizar pouco esses serviços, é uma característica que pode aparecer nas plantações até o terceiro ou quarto ano de idade, quando o mogno africano abre a copa.

“Isso se dá normalmente entre oito e dez metros de altura, que é um crescimento normal. Estimamos que cerca de 5% das árvores que sofreram algum dano, como ataque de praga, de formiga, vento forte, pode ter desrama ou uma brotação lateral, que precisa ser retirada”, afirma o sócio-proprietário da Mudas Nobres, Canrobert Tormin Borges.

Desta forma, quando necessário, a desrama deve ser feita uma ou duas vezes por ano e preferencialmente no período de seca. O ideal é que esse corte seja feito com tesoura e não com serrote. Após o corte, é importante prevenir a árvore de pragas e doenças.

Neste sentido, é importante cortar o broto que nasceu na lateral, por exemplo, e depois pincelar algum produto, como tinta, para evitar a entrada de pragas e doenças. Quando o galho está um pouco mais grosso, o corte deve ser feito há dez centímetros do tronco.

Posteriormente deverá ser retirado o que ficou, com um corte rente ao tronco para não perigo de o galho pender e descascar a árvore. Neste caso, também é importante passar algum produto, ou até tinta, para evitar a entrada de pragas e doenças oportunistas no local da ferida.

Outro cuidado fundamental durante o processo da desrama é eliminar tudo que foi retirado, como galhos, para que os restos não sirvam de ninho ou inóculo para novas pragas que, eventualmente, atacam as florestas.

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Mogno Africano: Consórcio de Culturas

O Mogno Africano é uma espécie de árvore que cresce extremamente rápido nos primeiros anos de cultivo e, justamente por isso, é perfeitamente viável e muito rentável o consórcio de culturas. Então, se você já investe em outras culturas, como milho, soja e café, também pode planejar seu investimento em Mogno Africano.

“Temos exemplos de vários clientes que se deram muito bem com o plantio de Mogno Africano intercalado com grãos, como milho e soja. É só trabalhar o espaçamento para conseguir colocar a colheitadeira. De acordo com a boca da plantadeira e colheitadeira, é possível regular o espaçamento e ter sucesso durante três, quatro, cinco anos de cultura, dentro da mesma área”, explica o sócio-proprietário da Mudas Nobres, Canrobert Tormin Borges.

Em regiões acidentadas, por exemplo, não é possível fazer a colheita manual. Desta forma, as mudas de Mogno Africano podem ser cultivadas na linha e o café, na entrelinha. Experimente você investir e fazer o consórcio de culturas!

 

 

Mogno Africano: Pragas

O investimento em plantações de Mogno Africano se espalhou de Norte a Sul do país e hoje está presente em todas as regiões do Brasil. E como é o tratamento contra pragas que podem afetar o Mogno Africano? Simples! Não existe nenhuma praga que tenha causado grandes prejuízos econômicos, apenas casos pontuais.

De acordo com o sócio-proprietário da Mudas Nobres, Canrobert Tormin Borges, alguns clientes relatam casos eventuais relacionados a pragas, mas que são facilmente resolvidos com produtos disponíveis no mercado.

“Pontualmente, um ou outro problema se sobressai, mas a grosso modo, todos que estão surgindo são corrigidos com produtos comerciais. Hoje temos algumas brocas que têm atacado, mas isso se controla com armadilha luminosa, com feromônios ou cheiros, armadilhas para captura e fitas adesivas. Um ou outro lugar teve problemas com lagartos, mas nada que também não tenha solução. Então, não temos nenhuma praga que seja avassaladora na cultura do Mogno Africano”, explica.

Inventário Florestal do Mogno Africano

O produtor rural Maurício Araújo, de Jaraúba – Minas Gerais, explica os benefícios do inventário florestal em seu plantio de mogno africano.

Assista:

Mogno Africano pode resistir a geada

Canrobert Tormin entrevista o produtor de Mogno Africano, Antônio Yamamoto que compartilha sua experiência com mogno africano durante período de geada.