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Mudas clonais de mogno africano: Avaliação preliminar de plantio comercial

Mudas clonais de mogno africano: Avaliação preliminar de plantio comercial

Na semana passada publicamos o Estudo de produtividade de mudas clonais de mogno africano (khaya ivorensis). Este estudo abordou também a aplicação destas mudas em plantios comerciais em diversas regiões do Brasil. Confira os resultados do primeiro ano de estudo. {nomultithumb}

A) PLANTIO  NO   ESTADO  DE  TOCANTINS

No Norte do Tocantins, região de Araguaína,  sob  condição   de  sequeiro, foram plantados clones e mudas seminais,  também  de  forma  sequencial e sem  repetição  por  blocos. Com  um  ano  de plantio, através  de  observações  visuais  e  com  medição  de  algumas  mudas  clonais  e  seminais  de   forma  aleatória, constatou-se que  as  mudas clonais vem apresentando  desenvolvimento   superior as  seminais.

tocantins2

tocantins3

B) PLANTIO  NO  ESTADO  DE SÃO  PAULO

Plantio comercial no estado de São Paulo sob  condição  irrigação por gotejamento,  na  região  de  Barretos, mudas plantadas de forma sequencial, sem repetição por blocos.  Com 12 meses  de plantio,  as mudas clonais   alcançaram    altura  média  de  3,62 m  e  as  de plantas  seminais 2,56 m  e  DAP  médio de 5,8 cm para  as mudas clonais  e  4,06 cm para  mudas seminais.
Gráfico – 1

barretos mogno africano dap medio 1

Gráfico – 2

barretos mogno africano altura media 2

Gráfico – 3

barretos mogno africano volume medio m3

Veja fotos deste plantio:

barretos mogno africano comparacao

barretos mogno africano uniformidade

barretos mogno africano uniformidade2

CONCLUSÃO DOS TESTES PRELIMINARES

Na medição feita no Norte de  Minas Gerais  na condição de plantio irrigado  por  gotejamento, todos os clones foram superiores as mudas seminais, na  média  apresentaram 70,4% a  mais  na  altura e  47,9% no  DAP.

Na  medição  no  Sul  de Minas  na  condição  de plantio  de  sequeiro,  também  todos  os  clones  foram superiores  as  mudas  seminais, na média  apresentaram 125%  a mais  na  altura e 56%  no  DAP.

Na medição no  plantio  comercial  realizado na região  de  Barretos-SP, todos  os  clones  foram  superiores  as  sementes,  a  média  da  altura  dos  clones  foi  41,5%  superior  as mudas  seminais  e  a   média  do  DAP   dos  clones  foi  superior a  42,0 %  as  mudas  seminais. Calculando  o  volume  de madeira por  ha,  o  clone  com  menor  desenvolvimento  foi  superior a  semente  133% ( gráfico 3 ).

O plantio  comercial  realizado  no Norte  de  Tocantins (Araguaina),  apesar de  não  ter  realizado  medições mais  criteriosas, através  de observações  visuais  pode-se  constatar que  os  desenvolvimentos  dos  clones em  relação  a  semente  tem  sido  semelhante as  outras  regiões  já  avaliadas no  país.

mogno africano quadro comparativo mudas seminais mudas clonais

RECOMENDAÇÃO  DE  PLANTIO  DE MUDAS  CLONAIS
           
Nas   avaliações  preliminares (1 ano)   dos  plantios  comerciais  e  testes  clonais  mostraram  que  todos  os  clones  foram  superiores  as  mudas  seminais. O  trabalho  para  definir   os  clones  mais  produtivos  para  diferentes  regiões  dependerá  de maiores  avaliações  de testes  clonais. Com  este  objetivo  no  ano  de 2016  serão  implantados  mais  06  testes  clonais: Tocantins,  São  Paulo (02), Mato Grosso do  Sul, Mato  Grosso e Goiás.

Para  maior  segurança  para  o  produtor  rural,  inicialmente  a  empresa  Mudas  Nobres  comercializará   a  partir  de  dezembro de 2016  um  maior  número  de clones  para  cada  produtor,  assim  que  forem definidos os clones mais adequados para cada região.

Entre em contato e reserve suas mudas.

Estudo de produtividade de mudas clonais de mogno africano (khaya ivorensis)

Estudo de produtividade de mudas clonais de mogno africano (khaya ivorensis)

A empresa Mudas Nobres foi a pioneira na  comercialização  de mudas  de mogno africano da  espécie  Khaya  ivorensis em escala comercial   no  Brasil,  hoje,  com  plantio  em  todas  regiões  do  país.
Em 2006, após observar que algumas plantas apresentavam desenvolvimento superior ao da média das populações, tomou a decisão de fazer um trabalho de  seleção e clonagem destes indivíduos superiores com objetivo de produzir comercialmente clones com maior produtividade.

Histórico do trabalho de clonagem

2009: Iniciou-se a  primeira  etapa de clonagem  com   a seleção  de 21  indivíduos  superiores, árvores com idade  de  16 anos, todas originárias  de  sementes  das árvores pioneiras no Brasil, localizadas na Embrapa Amazônia Oriental em Belém-PA. Os parâmetros técnicos adotados para seleção foram: altura de fuste, diâmetro e fuste retilíneo.
2013: Início da segunda  etapa de clonagem, com seleção de 34 indivíduos, com 13 anos de idade, oriundas de sementes importadas da Costa do Marfim e da Tanzânia, adotando-se os mesmos parâmetros técnicos; altura de fuste, diâmetro  e  fuste retilíneo. Esta seleção já foi orientada pela Universidade Federal de Goiás – UFG, fruto da parceria feita entre Mudas Nobres e a Universidade, visando estudos sobre o Mogno Africano, com ênfase em Khaya ivorensis.
2014: Implantação de dois (02) testes de comparativo e de adaptação de clones em Minas Gerais.
2015: Avaliação do desenvolvimento dos clones plantados em 2014.
2016: Previsão de implantação de seis (06) áreas de teste em; Tocantins, São Paulo (02), Mato Grosso  do Sul, Mato Grosso e Goiás.

Resultados da primeira medição anual dos testes implantados

A)  TESTE CLONAL  NO  NORTE  DE  MINAS  GERAIS
Foram comparados 40 clones  sob  condição  irrigado por  gotejamento,  tendo como testemunha mudas seminais do mesmo porte. Todos plantadas na mesma época e com a mesma adubação, obedecendo os princípios técnicos de experimentos científicos, com repetição e aleatoriedade.
12 meses após o plantio foi feita a primeira avaliação, medindo-se altura total da planta, DAP e verificação visual do estado fitossanitário e de nutrição das mesmas.
A altura média dos clones foi de 2,9 metros e das mudas seminais de 1,7 metros e o DAP de 3,73 cm para as clonais e de 2,53 cm para as seminais.

norte mg

B) TESTE  CLONAL NO  SUL DE MINAS GERAIS
Foram testados 37 clones  sob  condição  de  sequeiro,  comparando-os com mudas seminais, todas plantadas na mesma época e com a mesma adubação, obedecendo-se os princípios técnicos de experimentos científicos, com repetição e aleatoriedade.
12 meses após o plantio foi feita a primeira avaliação, medindo-se altura total da planta, DAP,  verificação visual do estado fitossanitário e de nutrição das mesmas.
A altura média dos clones foi de 1,69  metros e das mudas seminais de 0,74  metros e o DAP de 1,91 cm para as clonais e de 1,23  cm para as seminais.  
OBSERVAÇÃO:  o  crescimento  das mudas  clonais  e sementes  neste teste  clonal  foi inferior  aos outros plantios  de  outras   regiões devido a deficiência na  correção do solo e adubação, mesmo  assim,  todos  os  clones foram superiores.

sul mg

Na proxima semana publicaremos mais informações do estudo. Faça seu cadastro para receber informações:{nomultithumb}

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