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Desenvolvimento do Mogno Africano no Brasil: inventário florestal

inventario-florestal-mogno-africanoO Mogno Africano, ou Khaya Ivorensis A. Chev., é uma espécie de origem africana. Ela apresenta sua forma nativa na Costa do Marfim, Camarões, ANgola e Gana, onde é comercializado desde o século passado.

Em sua área de ocorrência natural e também na Ásia Tropical, América do Sul e Austrália, esta espécie tem se adaptado muito bem e apresentado desenvolvimento até mesmo superior a sua região de origem.

O Mogno africano tem coloração vermelho a marrom pálido com peso médio de 46 a 570 km/m3. Ela é valorizada com o metro cúbido em toras com preço aproximado de $ 1.000 (mil dólares).

Estudos concluíram que o mogno africano pode ser considerado uma espécie de crescimento médio, exigente de luz e com propriedades de desrama natural pois os galhos mortos se desprendem do fuste sozinhos.

Mercado de Mogno Africano

Analisando os valores monetários de importação e exportação das toras e da madeira laminada (metro cúbico) de países como a França e Portugal nos anos de 2008, 2009 e 2010, percebemos uma grande quantidade de importação e pouca exportação. Estes países utilizam o mogno africano e ainda necessitam importar para atender seu mercado interno. Observamos, portanto, que é uma madeira extremamente valorizada. Seu cultivo em países como o nosso, onde ela apresenta um crescimento superior à região nativa, pode nos tornar um país potencialmente exportador desta madeira.

Comparando os valores de DAP, altura total, altura do fuste e volume, encontrados no Brasil a valores da espécie em países nativos como a Malásia percebemos que aos 4,4 anos já estamos muito superiores a uma espécie em sua região de origem. O Brasil, que já se destaca nacionalmente na produção do mogno africano, vai se destacar muito mais internacionalmente por apresentar um desenvolvimento da espécie muito superior à região de origem.

Inventário Florestal

Inventário florestal é o planejamento do uso dos recursos florestais e caracterização de uma determinada área em termos quantitativos.

No caso das florestas com fins madeireiros por exemplo, o inventário florestal visa principalmente a determinação ou a estimativa de variáveis como peso, área basal, volume, qualidade do fuste, estado fitossanitário, classe de copa e potencial de crescimento da espécie florestal.

É possível ainda colher de um inventário inúmeras outras informações e isto depende do objetivo destas informações. Pra isso alguns equipamentos básicos ou mais técnológicos são necessários, como a fita métrica, clinometros ou ipsometros (medidores de altura).

O inventário é extremamente importante para os investidores no cultivo de mogno africano para reconhecerem o potencial de sua terra para o desenvolvimento de florestas.

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Dados apresentados em palestra durante o II Workshop Brasileiro de Mogno Africano pela Professora Doutora Sybelle Barreira.
Graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras
Mestrado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras
Doutorado em Recursos Florestais pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP)
Atualmente Professora da Universidade Federal de Goiás
Com experiência na área de recursos florestais e engenharia florestal atuando principalmente nos seguintes temas: manejo florestal de florestas nativas e plantios comerciais, restauração de áreas e florestas de proteção

 

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  • Visitante - Emídio Neri Santiago Júnior

    Boa tarde.
    Sou engenheiro florestal e resido atualmente em Boa Vista, no Estado de Roraima. Lendo esta matéria, "Desenvolvimento do Mogno Africano no Brasil: inventário florestal", por sinal bastante interessante, o texto cita a exportação da espécie em "toras".
    Gostaria de saber se pode ser feita a exportação da madeira de Mogno Africano em Toras e se for possível, qual a legislação que posso consultar para ter um maior conhecimento para esse tipo de empreendimento.
    Fico à disposição e esperando uma resposta.
    Abraço.
    Emídio Santiago.

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  • Emídio
    A madeira pode sim ser exportada. Você deve consultar especialistas em comércio exterior para mais detalhes.

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